Bumlai teria intermediado o negócio. O valor não pago ao banco foi para o PT, na narrativa do delator. O empréstimo foi feito pelo Banco Schahin, mas não foi quitado. Para compensar a dívida, Bumlai teria ajudado o grupo a conseguir o contrato de um navio-sonda com a Petrobras, segundo relatos de executivos da empresa a Salim Schahin, um dos acionistas do grupo. Outros dois delatores da Lava Jato (Fernando Soares e Eduardo Musa) contaram versão similar.
“Isso é mentira e tenho como provar com documentos”, diz em entrevista àFolha o pecuarista de 71 anos que na próxima terça vai depor na CPI do BNDES para explicar por que o grupo de sua família não pagou dívidas de R$ 330 milhões -ele culpa a política de preços da gasolina e do etanol pelas agruras que seus negócios atravessam.
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